Bon appétit
No banquete antropofágico
Com a carne dos liberais
Dos ricos, soberbos boçais
Vai ter carne para todo mundo
Que necessite celebrar
Carne de rico na mesa
Banquete para a pobreza
Sangue para se embriagar
Um petisco para os pobres
Carne fina, corte nobre
De bucho cheio arrotar
No bucho da nossa classe
Temperadas com pistache
A carne da realeza
Os banqueiros, os senhores
Os infames especuladores
As tripas de vossa alteza
Costelas das ricas madames
Até seus cachorrinhos infames.
Poderão em baixo da mesa
Comer as sobras do banquete
Correr em volta com deleite
No banquete da pobreza
Vamos nos banquetear
No almoço e no jantar
Vamos confraternizar
Estão todos convidados
Que venham de todos os lados
Venham todos comungar
Exceto os pobres vassalos
Que serviram de bom grado
Com dolo de servil gado.
Aos senhores de outrora.
Sua sorte está traçada.
E na próxima fornada.
Chegará a sua hora.
Victor Severo

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