Confira a notícia:
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"Do dia 26 para 27 de dezembro do próximo findo anno 1853 fugio ao abaixo assignado de seo sitio Pitaguary huma escrava crioula de idade de 40 a 50 annos com os signaes seguintes: cor fula estatura ordinária, pés pequenos, e ambos com os dois dedos próximos aos mindinhos mais levantados, de sorte que não assentão no chão; pelo que gosta sempre de andar de chichélos para incobri-los; levou vestida saia de chita, e cabeção d’algudãozinho. Quem a apreender queira levar ao sitio do anunciante que será recompensado.
Pitaguary 8 de janeiro de 1854
Neutel Norston d’Alencar Araripe"
Jornal O Cearense, 13 de janeiro de 1854
Muitas vezes considerada como algo superado, a escravidão continua presente nos discursos das elites e na paisagem social do país. É fácil de observar os reflexos desse passado quando olhamos para as desigualdades e discriminações que trabalhadoras e trabalhadores negro(a)s ainda enfretam diariamente no Brasil.
Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista!

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