A festa milionária chamada São João de Maracanaú cumpre mais do que a função de entretenimento: ela serve como ferramenta de manipulação da opinião pública, criando uma cortina de fumaça enquanto a realidade da cidade se agrava.
Apesar de ostentar o título de "maior São João do planeta", o município também lidera um ranking negativo: segundo o Atlas da Violência 2024, Maracanaú está entre as vinte cidades mais violentas do Brasil — e já figurou como o município mais violento do Estado do Ceará.
Enquanto estruturas de palco são erguidas a base de cifras milionárias, a população enfrenta a falta de medicamentos nos equipamentos de saúde, o sucateamento dos serviços públicos, a degradação da infraestrutura dos bairros periféricos, o descaso com a educação e um histórico de corrupção. A verdadeira cultura local, por sua vez, sobrevive com o pouco que lhe resta: migalhas e ausência valorização e reconhecimento.
O brilho das festas não consegue esconder as contradições sociais que marcam Maracanaú. Quando o espetáculo acaba, o que sobra é a dura realidade.
Ontem, 28/06/25, acabou o pão e o circo. E agora?

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