Uma potência imperialista bombardeia e invade uma nação latino-americana para saquear e roubar suas riquezas naturais. A história se repete como farsa.
A extrema-direita brasileira, em servidão canina aos interesses de Washington, afirma que o objetivo é a derrubada de um cartel e de uma ditadura para a instauração de uma democracia. “Liberdade!”, latem os mesmos que defendem golpes e ditaduras militares.
A própria Casa Branca não demorou para afirmar, sem a menor desfaçatez, que o fundamento real de seu terrorismo de Estado nunca foi baseado em democracia ou ditadura. Isso foi apenas um verniz usado para justificar seus interesses econômicos e estratégicos na América Latina — em especial, o interesse no petróleo da Venezuela, a maior reserva do mundo.
Trata-se, também, de uma atualização da Doutrina Monroe: manter a América Latina dentro de sua zona de influência diante do avanço das relações da região com China e Rússia.
Os falsos nacionalistas brasileiros, entusiasmados e extasiados, abanam o rabo diante do perigoso precedente que se abre. Ignoram, por cegueira, mau-caratismo ou idolatria política, a possibilidade concreta de outros países da América Latina — incluindo o Brasil — serem saqueados por potências estrangeiras no futuro.
São os falsos patriotas, nacionalistas artificiais. Os mesmos que berram Deus, Pátria e Família, que se enrolam em bandeiras dos Estados Unidos e sofrem daquilo que o escritor Nelson Rodrigues chamou de “complexo de vira-lata”.
Abaixo o imperialismo ianque.
Viva a Pátria Grande.
Viva a soberania e a união dos povos latino-americanos.

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